terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Poesia-me




Quando vigio meu pensamento
Para de ti não lembrar
Minhas mãos pulam o muro
Para em versos te falar
Enquanto ausente estás
Ajardino meu coração
Primavera irá chegar
E com ela, de certo virás
Sentir a fragrância das flores
Que em meu corpo cultivaste >

Longe dos teus lábios
Beijo minha boca com versos
Distraindo minha saudade> Não conheço a solidão
Tua saudade me acompanha
Aonde quer que meu coração vá



Entrego-te ao leito dos meus olhos
Cobrindo-te em lençóis de carícias
Nem a tua ausência que se prolonga
Nos dedos monótonos do tempo
Tampouco os gestos adiados
Dobrados pelas mãos da ansiedade
Levam-te do apelo da minha fantasia

Esta noite encontro-te, amado -te arduamente
Nua de enigmas, porta entreaberta
Para a angústia secreta dos desejos
E me vens assim, destino meu plasmado
Onde és a tradução do que de mim não sei
Meus caminhos num ato consentido
Sinalizam-te os passos da ternura
Onde delira a linguagem do imponderável

E me chegas, quando não mais susténs
Os mistérios do sentir que se insinuam
E te despes de quaisquer senões
Das tantas e meias palavras
Que tentam desvendar meu habitar em ti
É no inusitado à beira do meu sonho
Que minhas pálpebras te esboçam
Quando fujo buscando teus olhos
Que um dia ainda me despertarão... tua : Cris

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