sábado, 1 de março de 2008

Amor Primeiro



O amor antigo vive de si mesmo

Não de cultivo alheio ou de presença

Nada exige, nem pode

Nada espera, mas do destino vão nega a sentença

O amor antigo tem raízes fundas

Feitas de sofrimento e de beleza

Aquela mergulha no infinito

E por estas suplanta a natureza

Se em toda parte o tempo desmorona

Aquilo que foi grande e deslumbrante

O antigo amor, porém nunca fenece e

a cada dia surge mais amante

Mais ardente e mais cheio de esperança

Mais triste? Não

Ele venceu a dor e resplandece no seu canto obscuro

tanto mais velho quanto mais amor.

(carlo D.A)

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